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First Class - Cléa Pilnic em Noite Cultural

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Psicanalista que introduziu a Psicoterapia Familiar  no Brasil, Cléa Pilnik lança livro de crônicas

Cléa Palatnik Pilnik, psicóloga, psicanalista , introdutora no Brasil da Terapia Familiar , ex- professora  da pós-graduação da PUC- SP , UNIP e Faculdades São Marcos, escritora e oradora, lançou em São Paulo  o livro “Escritos Interessantes Interesseiros Interessados”, prefaciado pelo imortal Arnaldo Niskier. Foi prestigiada por personalidades e pelo top da nossa comunidade.

Escritos , com coletânea de 53 crônicas, cativantes , irônicas e divertidas, mas não menos argutas e sensíveis aos paradoxos das relações sociais, culturais e emotivas da atualidade, e em seu subtítulo, Interessantes Interesseiros Interessados, dá a dimensão da fluidez e das sutilezas registradas neste livro assinado pela psicanalista, professora e psicóloga, que introduziu a Psicoterapia Familiar  no Brasil, Cléa Pilnik.

Para quem toma a escrita como uma forma de observar o cotidiano, a carioca Cléa Pilnik, radicada em São Paulo há quatro décadas, pode se considerar uma talentosa e recompensada artífice das palavras, pois desse modo, com seu estilo direto e livre, passando uma idéia de força, energia e determinação  (por sinal ela é uma exímia nadadora, com coleção de troféus, e treina diariamente no clube A Hebraica) , Cléa já conseguiu também vencer alguns concursos literários. 

Escritos é o seu terceiro livro publicado, fruto da insistência de amigos, como Arnaldo Niskier, da Academia Brasileira de Letras, que também assina o prefácio desta edição. O editor escolhido, não por acaso, foi o lendário Massao Ohno, que coleciona um rol de nomes e descobertas autorais, a que deu vida em livros de sua editora, e que mudaram o panorama da literatura e poesia brasileira, entre os quais, o poeta Roberto Piva e a escritora Hilda Hilst.

Sabendo explorar com humor e espontaneidade as situações e cenários do cotidiano que a cerca, no atual volume a autora consegue traçar um painel refinado e divertido dos sinais dos tempos e lugar em que vivemos, criando uma imediata empatia com o leitor. Insights que traduzem nossas mais doces dicotomias, indagações e exclamações, diante dos corriqueiros eventos do dia a dia, numa cidade como a São Paulo do século XXI. A autora também é uma afinada intérprete do universo e da cultura judaica com suas tradições e as transformações que permeiam essa mesma cultura.
Porém o cerne, o foco desses relatos é quase sempre atemporal e universal: o que conta são as relações inter-pessoais, o delicado vislumbre das espécies de almas humanas que transitam pelas 190 páginas do livro – e tudo sob o olhar ao mesmo tempo amadurecido e matreiro, de quem, por prática da profissão, filtrou e analisou as mais diversas alegorias sobre nossa vã e épica passagem pela vida.

Hoje, Cléa Pilnik, sempre inquieta e dona de um dinamismo insaciável, ela se divide entre a família, nove netos, o consultório particular voltado à psicoterapia familiar e a psicanálise individual, as braçadas matinais nas piscinas do clube e ainda uma apurada vida social, ao lado do marido, o empresário Perez Pilnik. E não é que sobra tempo ainda para escrever?! – e de forma tão natural que fica somente o prazer intelectual de transmitir suas experiências.  Cléa revela que sempre pensou na escrita depois de uma idade longeva, como a Cora Coralina, para apaziguar sua enorme energia. Assim, de etapa em etapa passa para uma nova fase de sua vida e sempre reinventa a si mesma.  E explica a necessidade de extravasar sua criatividade artística da seguinte forma: “A vida me ensinou a observar, a psicanálise a interpretar e a literatura a refinar minhas emoções para poder expressá-las com acuidade”.

Uma leitura agradável como brisa no verão, Escritos  pode tranqüilamente fazer parte da literatura de lazer, que lemos com um o olhar cínico da dolce vita, porém onde os valores humanos primam sobre qualquer vã razão ou cientificismo pragmático. Essencial – como um refrescante chá de hortelã em jarra de cristal - em tempos de extremo abafamento e embotamento dos sentimentos primordiais.

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