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Eventos comemoram Dia do Choro em Florianópolis

Eventos comemoram Dia do Choro em Florianópolis

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Artistas e apreciadores da música popular brasileira reúnem-se nesta sexta-feira a partir das 19h, na Travessa Ratclif, no Centro, para celebrar o Dia do Choro, comemorado em todo o país na data do aniversário de nascimento de Alfredo da Rocha Vianna Filho, o compositor Pixinguinha. Em Floripa os festejos prosseguem no sábado, com apresentação de grupos de choro no vão central do Mercado Público, a partir das 10h30. Os eventos gratuitos são promovidos com apoio da Fundação Cultural de Florianópolis Franklin Cascaes.
 
A roda de choro na Travessa Ratclif será comandada pelo músico Luiz Sebastião, enquanto o show no Mercado Público reunirá alguns dos principais “chorões” da cidade – nome dado a quem toca esse estilo musical. A programação inclui apresentação de Wagner Segura e Marco Aurélio do Trombone, grupos Garapuvu, Nó na Madeira, Portal do Choro, Mistura e Manda, além dos projetos “No Meu Quintal” e “Chorando na Ilha”.
 
Para quem não sabe, o Dia Nacional do Choro foi instituído no Brasil pela Lei nº 10.000/2000. Considerado o mais antigo gênero musical brasileiro, o choro ganhou força no país a partir da influência de melodias europeias como a polca, mazurca e valsa, mescladas com ritmos africanos como o lundu, que se popularizaram no século XVIII. Um dos responsáveis por dar a essa mistura um tempero bem brasileiro foi Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha. Nascido no Rio de Janeiro, em 23 de abril de 1897, Vianna Filho descobriu o talento para a música aos 12 anos, por influência do pai, um flautista respeitado. Considerado um dos maiores gênios da música popular brasileira e mundial, Pixinguinha foi compositor, arranjador, maestro e instrumentista, tendo atuado de forma decisiva para dar a música brasileira um novo rumo.
 
Na atualidade, uma nova geração de chorões está surgindo no Brasil, representada por Maurício Carrilho, Jorginho do Pandeiro, Yamandú Costa e Guilherme de Brito. Nesse contexto, Santa Catarina tornou-se referência na região sul com nomes como José Brasilício de Sousa, Aldo de Souza, Carlos Alberto Vieira, Aldo Krieger, Pedro Raymundo e Tião do Violão, além de jovens músicos e compositores como Wagner Segura, Geraldo Vargas, Chico Camargo e Rogério Piva, entre outros.

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