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BEA - Brazilian Endowments of Arts
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Dizer "sim" aos convites da BEA (Biblioteca Brasileira de New York, para simplificar) é sinônimo de rever bons amigos, conhecer gente comprometida com a arte e toda sorte de expressão cultural. Foi isto que aconteceu na quarta-feira (3), a primeira noite de uma série de acontecimentos previstos para o mês de agosto, intitulado BRASILUSA.
Artes plásticas, música e cinema são apenas alguns atrativos, mas para quem já está envolvido com a BEA há alguns anos, isto somente acrescenta calor aos abraços apertados cheios de saudades, o vinhozinho com queijo, servido por amigos e a descontração total do ambiente.
Tive o imenso prazer em conhecer o jovem cantor e compositor Bruno Lopes que nos envolveu calorosamente a cantarmos juntos, uma velha canção do Roberto.
Conheci o fotógrafo americano Gordon Fearey, apreciei as pinturas repletas de olhos invísiveis aos cegos, mas suficiente para que eles compreendam seu significado através da textura. Impressionei-me com a arte apimentada e exótica de Luiz Sternick, que aproveitou para exibir a imensa tela intitulada "A Arte que Fala", com expressões artísticas das 20 crianças thaitianas "adotadas" por um amigo rico, que cuidará delas até que terminem da universidade. Estas crianças se tornaram órfãs após terremoto que sacudiu o país e Sternick se comprometeu em levar suas "vozes" para o mundo através deste painel.
Vi a força artística dos trabalhos de Walter Trindade, que entre gráficos e todo objeto que possa ser transformado em arte, certamente viaja pelos mesmos caminhos surrealistas de Salvador Dali.
Quem viver, verá também as inusitadas esculturas da internacional artista Vilma Noel, pois é praticamente impossível decifrar em um um pequeno espaço a imensidão de suas obras, espalhadas pelos quatro cantos do mundo.
Também não encontro palavras neste momento que possam descrever o empenho em transformar o mundo, mostrar coisas belas, enriquecer o universo com talentos descobertos a cada dia. Estou falando de Alcinda Saphira, Rene Nascimento e Antonio Oliveira. Como patronos desta linda ideologia, cito Domício Coutinho e sua esposa Socorro, que abriram este caminho para tantas oportunidades.
Tudo isto me causa orgulho e me fazem pensar na passividade daqueles que ignoram a arte, tão acessível diante dos seus olhos. Depois de rever amigos e aprender tanto com gente que acabei de conhecer, volto pra casa com alma renovada e um auto compromisso de fazer a minha parte, apreciando e divulgando o trabalho desta gente maravilhosa, que descrevi, ou que por descuido deixei de citar seus nomes aqui.
Parabéns à todos vocês!
BEA - Brazilian Endowments of Arts
240 West 52nd Street - New York
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1 Comentário
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08 de Agosto de 2011 | 12:47
Rene Nascimento
Vera, nao tenho como agradecer tao belas palavras. Isto so nos faz sentir que todo o trabalho vale a pena, e como e bom saber que existem profissionais como voce que consegue enxergar nao so o produto final, mas o longo percurso para chegar ate ele. Parabens pelo seu talento e profissionalimo. Em nome da Brazilian Endowment for the Arts e de todos os artistas muito muito obrigado. Que o seu caminho seja iluminado, abencoado e repleto se sucesso sempre.
Um grande abraco...Rene
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