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Um grande espetáculo, para um grande Parque

Um grande espetáculo, para um grande Parque

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Talento, disciplina e criatividade são a receita de sucesso em "O Sonho do Cowboy"

Quem já teve a oportunidade de prestigiar a mega produção "O Sonho Do Cowboy - Um Musical Beto Carrero" com toda certeza divertiu-se com a performance brilhante dos artistas, maravilhou-se com a música e as luzes, riu a beça das situações inusitadas da trama e, principalmente, se emocionou com a suntuosa homenagem ao lendário Beto Carrero. O que a plateia não viu e nem poderia imaginar é toda a ação e planejamento submersos na concepção de um espetáculo desta dimensão.
 
Até a sua estreia oficial em 28 de dezembro, no aniversário de 19 anos do empreendimento, foram 12 meses de intensa preparação. Maicon Clenk, diretor e também coreógrafo do espetáculo, logo pensou em Tim Rescala para acompanhá-lo neste desafio. "Hoje é dia de Maria", "Sítio do Pica-pau Amarelo" e a recente série "Afinal o que querem as Mulheres" foram algumas das inúmeras criações musicais do bem conceituado maestro.
 
A cumplicidade entre Maicon e Tim fez toda a diferença na composição do show. "Eu passava briefings com as intenções cênicas das canções e ele criava as músicas em cima disso. Escolhemos e definimos juntos quais cantores iriam interpretar cada música que compõe o show. Além do profissional magnífico, que eu já sabia que iria encontrar, conhecer e trabalhar com Tim foi uma grande honra", assegura o jovem e experiente diretor.
 
Cantores, bailarinos e atores foram escolhidos em audições no Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e no próprio Parque. Maicon explica que características como timbre vocal e perfil físico dos protagonistas foram definidas de antemão. Mas durante o processo de criação novos potenciais foram descobertos e assim surgiram outros personagens para compor as figuras que formam o povo.
 
Após as seleções, os artistas mudaram-se para Penha e passaram a ter ensaios de 4 a 5 horas ao dia, além das aulas de montaria, balé clássico, chicote, preparação vocal, provas de figurino, de maquiagem e, sobretudo, lições de extrema disciplina.
 
"Cada figurino, detalhe, palavra ou passo em cena tem um propósito", justifica Maicon. Misturar teatro, coreografia, música e acrobacia é um traço marcante nos trabalhos do diretor. Em "O Sonho do Cowboy" também foi preciso adequar o texto às variações de luz, maquinário, entrada de animais, troca de roupas e cenários bem como a logística dos atores, que chegam a interpretar 3 personagens durante o show.
 
O primeiro grande desafio foi a estruturação deste espaço. Para assegurar a qualidade sonora, ainda mais essencial por tratar-se de um musical, foram instaladas várias placas acústicas. Uma grande estrutura metálica também foi inserida para dar suporte à tecnologia de iluminação. Além disso, o piso precisou ser disposto com material especial para receber desde as ferraduras do cavalo Faísca até as delicadas sapatilhas dos bailarinos.
 
Papéis de destaque
 
Diversos profissionais foram convidados a dar sua importante contribuição à composição do espetáculo. Conheça alguns deles:
 
Monique Aragão, que já prestou assistência em programas como o Fama (Rede Globo), realizou a importante missão de ensaiar cada música junto ao elenco.
 
Kaká Monteiro, responsável pela cenografia de diversas novelas, cuidou de todo o arranjo cenográfico conciliando a temática do Velho Oeste com a funcionalidade do espetáculo, tornando-o capaz de abrigar uma história recheada de aventuras.
 
Rogério Wiltgen respondeu pela iluminação. Ele combinou projeções e recursos de luz permitindo efeitos precisos de afinação e sincronia com as cenas.
 
Paulinho Maia teve o cuidado de pesquisar e produzir as roupas de acordo com o formato de cada personagem.
 
A maquiagem original e capaz de suprir a distância entre palco e público, é criação de Mona Magalhães.
 
Curiosidades

Mais de mil pessoas participaram das seletivas para o espetáculo.
 
Atualmente 35 artistas dividem o palco que possui 40 metros.
 
Foram utilizados cenários móveis durante o show, pois a história se passa em três ambientes distintos, numa vila típica do Velho Oeste, num saloon também comum aos filmes de cowboys e no esconderijo do vilão Maldock.
 
Existem acessos camuflados na cidade cenográfica e os bastidores possuem passagens secretas por onde os atores entram e saem de cena sem despertar a atenção da plateia.
 
São utilizados mais de 100 figurinos nas apresentações.
 
Os atores cantam ao vivo no espetáculo, mas também é possível adquirir cds com as músicas ao final dos shows. As foram orquestradas e gravadas num estúdio do Rio de Janeiro.
 
O elenco foi pré-selecionado por meio do banco de artistas cadastrados no site do empreendimento, através do link casting shows, que tem sido a porta de entrada de inúmeros talentos que compõem o núcleo artístico do Beto Carrero World.


 Bastidores: Longos ensaios e muita disciplina no período de preparação do espetáculo
 

Os mesmos vilões que divertem a plateia aterrorizam o povo do pequeno vilarejo
 

Bastidores: O diretor Maicon Clenk passa as coordenadas para o elenco nos preparativos finais do musical
 

O musical é uma belíssima homenagem ao herói Beto Carrero, fundador do centro de diversões
 

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