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Antes de Partir, direção da francesa Léa Dant, prorroga temporada até 27 de julho no Capobianco
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O bem-sucedido projeto de residência do Instituto Cultural Capobianco apresenta espetáculo às terças e quartas. Nele, o público de 20 pessoas por sessão é convidado a circular pelo casarão do século 19, na rua Álvaro de Carvalho, percorrendo os arredores e alguns cômodos do imóvel, onde compartilham as memórias e trocam experiências com as personagens
Sucesso de público, com sessões esgotadas desde a estreia, em maio de 2011, a peça Antes de Partir prorroga temporada até 27 de julho, sempre às terças e quartas, às 21 horas, no Instituto Cultural Capobianco. Resultado de projeto de residência no ICC, espetáculo dá continuidade à proposta de intercâmbios com personalidades internacionais, iniciado com o dramaturgo espanhol Jose Sanchis Sinisterra em 2010.
Realizado pelo Capobianco, o projeto trouxe a criadora Léa Dant – atriz e cineasta, diretora artística do Théâtre du Voyage Interieur, na França - para montar no Brasil uma obra inédita, com atores brasileiros. No elenco, Alejandra Sampaio, Ernesto Filho, Gabriela Fontana, Ismael Caneppele, Patrícia Gordo e Thais Roji.
O espetáculo Antes de Partir é encenado no Instituto Capobianco, um casarão do século 19, situado na rua Álvaro de Carvalho. A plateia, composta por até 20 pessoas, é convidada a percorrer os arredores e alguns cômodos do imóvel, onde compartilham as memórias e trocam experiências com as personagens.
A montagem nasceu do trabalho desenvolvido por Léa Dant com os atores individualmente. A diretora pediu que cada um criasse um solo a partir da pergunta: Se fosse seu último dia na terra, o que o toca mais na sua experiência de ser humano? Para a pesquisa de criação pediu, ainda, que os atores escrevessem pequenos textos guiados apenas pelos sentimentos, no que ela chama de “escritura automática”.

A artista franco-americana também recolheu imagens, sons, artigos e outros objetos que representassem uma resposta a essa pergunta. A partir daí foi construindo a dramaturgia, amarrando as cenas. “Meu olhar funcionava como uma espécie de zoom para as palavras-chave trazidas pelos atores”, explica a diretora. “Cada ator é um co-criador e eu sou uma espécie de guia nessa trajetória.”
A peça propõe uma reflexão sobre a fragilidade e a temporalidade humana. Reflete uma das angústias mais atuais: a dificuldade de comunicação entre as pessoas. Compulsivamente, os personagens narram suas pequenas grandes histórias, com suas marcas e cicatrizes: o suicídio, a despedida, a morte de um filho, a traição e os encontros casuais são alguns dos fatos vivenciados.
A proposta do ICC é estabelecer acesso a diferentes dramaturgias, aos novos rumos das realidades teatrais e aos seus meios de sobrevivência. “Com o fortalecimento do elo entre as manifestações culturais desses países, pretende-se formar uma base para novas discussões e montagens, e, por fim, abrir uma possibilidade concreta da formação de um intercâmbio cultural”, diz Fernanda Capobianco.
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