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O Claro e O Escuro
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O bem e o mau.
O amor e o ódio.
Enfim, os extremos. Semana passada fui assistir o filme Cisne Negro. Adorei!
Saí da sessão bem pensativa, com aquela cara de quem está fazendo uma prova d direito penal cheia de situações. Resumindo, o filme conta a estória de uma jovem para lá de “certinha”, “boazinha” tudo entre aspas por que sinceramente a Vida que a mesma levava era simplesmente algo mecânico, orquestrado e quem se sujeita a isso não é bonzinho e nem certinho consigo mesmo. Qualquer pessoa mesmo dentro das suas limitações pode e deve buscar a sua independência. Vamos pensar nisso.
Voltando ao assunto, quem regia a orquestra era a sua “maezona” termo que por sinal repudio, penso que as mulheres podem ser apenas Mães. Bom, a jovem ao deparar-se com a situação de ser ou não a opção para um papel, se tornou uma pessoa com más intenções a ponto de se achar o “umbigo do mundo”.
O filme mostrou dois extremos numa só pessoa, bem interessante por sinal. Essas duas pontas (extremidades) nada acrescentam de positivo na nossa Vida, por isso a nossa busca incansável pelo equilíbrio.
É fato que o bem e o mal se apresentam através das nossas atitudes, buscar o equilíbrio é fundamental e cada um deve encontrar a sua forma, eu por exemplo, busco através do autoconhecimento é fácil ter acesso a essas informações.
Voltando ao filme, o mesmo deixou mais uma reflexão para eu poder compartilhar, muito importante para nós além da busca pelas energias mais centrais. O que é ser Mãe? Refiro-me as mães por que quem viu o filme e quem pensa em ver, notará o papel da mesma como dos mais importantes na formação da jovem.
Então, percebi o quanto é importante deixar o outro (filho) ser o que ele é e na condição de responsável pelo mesmo é vital a orientação através da percepção do que realmente ele é e fazer o que for possível para no mínimo tentar corrigir as suas imperfeições. Mudar o olhar sob o outro também passa a ser vital quando temos a responsabilidade por ele. O ser humano é um ser imperfeito e penso não haver qualquer constrangimento em relação a isso, o interesse em mostrar quem é o melhor dentro dos círculos sociais é coisa do passado, está em desuso por que “O bom” não existe. E essa preocupação com a opinião que vem de fora, nos limita muito. Vamos valorizar aquelas pessoas que tem um interesse real e nobre pela nossa Vida por que o resto não tem qualquer importância.
Boa semana....
Renata Figueiredo.
“Há um grande mistério nas lágrimas.
Quando chorar, não as limpe, deixe-as cair na Terra como a chuva que cai do céu e desmancha no solo.
Um pouco de chuva sempre deve cair através de nossos olhos para limpar as sujeiras do implacável consciente.“
(Carlos Torres é autor do livro 2012 A Era de Ouro e outros)
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1 Comentário
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27 de Abril de 2011 | 09:26
Jefferson Azevedo
Renata,
Concordo plenamente com você no tocante a nossas imperfeições. Em muitos exemplos, nós pais, sejam de "primeira viagem" ou não acabamos por tolhi ou desencorajar nossos filhos em suas escolhas achando que as "nossas" escolhas são a melhor opção para eles.
Com isso esquecemos que os nossos sonhos não são os mesmos de nossos filhos e devemos entender e respeitar, mas sempre buscando entre ambos o diálogo e entendimento.
Abraços
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