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Tupi or not tupi...
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Nada da taxidermia para assustar os infantes. A geração índigo pode se divertir (e os amantes crescidinhos da última flor do Lácio inculta e bela, também) com um museu pra lá de hi-tec: o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz. Entenda como cada cultura da imigração influenciou nossa língua falada e descubra curiosidades.
No auge de sua loucura, o ultranacionalista personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma do livro clássico de Lima Barreto, conclamava seus contemporâneos a abandonarem a língua portuguesa em favor do tupi. Parece birutice, mas o Tupi, apesar de uma língua morta, não está totalmente enterrada. Sua variante moderna, o nheengatu (fala boa, em tupi), já foi nossa língua mais falada, antes dos nossos irmãos europeus obrigarem o uso do português e continua na boca de cerca de trinta mil índios e caboclos no Amazonas! 
Entre em contato com as mais belas poesias de todos os tempos na Praça da Língua, uma espécie de “planetário de palavras”, composto por imagens projetadas e áudio. Caminhe sobre poesia concreta. Encante-se com uma antologia da literatura criada em Língua Portuguesa, com curadoria de José Miguel Wisnik e Arthur Nestrovski, após um filme de dez minutos sobre a origem da língua falada. 
Aproveite o final de semana: faça o passeio monitorado pelo prédio da Estação da Luz e entenda um pouco mais da história de São Paulo. Percorra pontos históricos e arquitetônicos da Estação, conheça a história do prédio, da ferrovia Santos-Jundiaí, do Barão de Mauá e de seu impacto para a economia e sociedade brasileiras, principalmente no final do Século XIX e na primeira metade do Século XX. As visitas guiadas têm em média uma hora de duração e são ao meio dia e às 14h dos sábados, domingos e feriados. 
Museu da Língua Portuguesa: Praça da Luz, s/nº - Centro - São Paulo - SP CEP: 01120-010 tel: (11) 3326-0775 - de terça a domingo, das 10h às 17h. Não abre para visitação às segundas-feiras.
www.museulinguaportuguesa.org.br
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1 Comentário
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16 de Março de 2011 | 16:02
Alice Haag
Excelente artigo! É sempre muito interessante o conhecimento das orígens e a evolução cultural, seja na arte ou na comunicação. Falamos tanto e, surdamente, desconhecemos na mesma proporção. Usei, propositadamente, vários ÇÃO para enaltecer o título deste texto: São ou não Ção belas nossas palavras?!
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