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Artista dos EUA pinta mural de 20 metros no Ibirapuera com jovens de projetos sociais
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A embaixada dos EUA traz a São Paulo na semana que vem a muralista norte-americana Chanel Compton, que pintará, junto com jovens de projetos sociais, um mural de 20 metros do lado de fora do Museu Afro Brasil, localizado no parque Ibirapuera. O tema será “A herança da cultura africana nas artes visuais dos EUA e do Brasil”. O projeto faz parte do 1o Encontro Afro-Atlântico de Museus, a ser realizado em conjunto com o Afro Brasil de 24 a 27 de maio.
O mural começará a ser pintado no dia 21 e será inaugurado no fechamento do encontro, dia 27, às 17h00. Compton vem se destacando como pintora de murais de grandes dimensões em áreas públicas nos Estados Unidos e no exterior, promovendo projetos para integrar o Smithsonian National Museum of African Art com escolas e instituições comunitárias. No Ibirapuera, ela contará com a ajuda de jovens de projetos sociais com entre 15 e 21 anos. Compton fará projetos similares em Salvador (28/5 a 2/6) e Brasília (2 a 6/6).
O 1o Encontro Afro-Atlântico de Museus tem por objetivo estimular o diálogo a respeito de como os museus dos dois lados do Atlântico retratam a arte e a cultura do continente africano. O evento incluirá mesas-redondas, exposições, apresentações de dança, lançamento de um livro e a pintura do mural. A programação completa pode ser encontrada no site: www.museuafrobrasil.org.br.
A embaixada dos EUA trará ainda para o encontro quatro especialistas da área:
- Robert Farris Thopmson, renomado professor da Universidade de Yale e uma das maiores autoridades dos EUA sobre arte e música africanas e afro-americana. Ele é autor de um dos mais importantes livros já publicados nos EUA sobre a influência da cultura africana nos países do Atlântico, “Flash of the Spirit”, cuja versão em português, que terá o mesmo nome, será lançada na abertura do encontro.
- Karen Milbourne, diretora do Museu Nacional de Arte Africana da Institutição Smithsonian, em Washington.
- Lisa Binder, do Museu de Arte Africana de Nova York
- George Preston, diretor do Museu de Arte e Origens de Nova York.
Ao todo serão 11 palestrantes do Brasil, dos EUA , de Benin, Mali e Senegal.
Jornalistas interessados em entrevistar os especialistas americanos, o evento ou a pintura do mural favor fazer credenciamento com Ana Paula Zetune até segunda-feira, 23/5, pelo email: zetuneap@state.gov ou pelo telefone 5186-7237
Serviço
1º Encontro Afro-Atlântico de Museus
Data: 24 a 27 de maio
Local: Museu Afro Brasil - Parque Ibirapuera, Portão 10
24/5
19h00: Cerimônia de abertura com presença de autoridades do Ministério da Cultura, da
Secretaria de Estado da Cultura, do Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo, do Instituto Smithsonian (Washington, D.C.), do Museu Afro Brasil e de parceiros do evento. Lançamento da Campanha: “Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes” e da versão em português do livro “Flash of the Spirit”; abertura da exposição “As Mulheres Negras: a irmandade da Boa Morte da Cachoeira”; e apresentação do grupo Gêge Nagô de Cachoeira.
25/5
9h00-12h00: Mesa redonda - ”Arte africana: Como decifrar seus enigmas?”, com participação de Robert Farris Thompson (Universidade de Yale), Abdou Sylla (IFAN-Senegal) e Constantine Petridis (Museu de Arte de Cleveland). A mediação será de Robert Slenes (Universidade Estadual de Campinas).
14h00-17h00: Coleções em Debate, com Karen Milbourne (Museu Nacional de Arte Africana do Instituto Smithsonian) e Samuel Sidibé (Museu Nacional do Mali).
26/5
9h00-12h00: Mesa redonda – “Arte africana e o conceito de arte”, com Karen Milbourne (Museu Nacional de Arte Africana do Instituto Smithsonian), Samuel Sidibé (Museu Nacional do Mali) e Enid Schildkrout (Museu para arte africana de Nova York). A mediação será de Ligia Ferreira (universidade Federal de São Paulo).
14h00-17h00: Coleções em Debate com Marta Heloísa Salum (Museu de Arqueologia e Etnologia/USP) e Emanoel Araújo (Museu Afro Brasil)
27/5
9h00-12h00 : Mesa redonda: “Arte contemporânea: Artistas de África e Museus”, com Dominque Zinkpè (Benim), Lisa Binder (Museu para a Arte Africana – Nova York) e George Preston (Museu de Arte e Origens – Nova York). A mediação será de Vagner Silva (Universidade de São Paulo).
14h00-17h00: Cerimônia de Encerramento - mesa com avaliação geral do evento e abertura do mural da artista plástica Chanel Compton
Biografia de Chanel Compton
Chanel Compton é artista plástica, educadora e curadora residente em Washington, DC. Desde 2009, coordena o Studio Africa Program do Smithsonian National Museum of African Art, onde desenvolve programas regulares em arte-educação, como workshops e performances, e promove projetos para integrar o museu com escolas e instituições comunitárias, dentre os quais destaca-se o “Community Day: Africa Live”, que atraiu mais de trezentos membros de comunidades para participar de onze atividades multi-disciplinares no museu. É também diretora do Programa de Educação Artística da Perry School (desde 2010), através do qual planeja atividades fora do horário letivo para grupos de até vinte alunos durante quatro dias semanais, coordena a exposição de fim-de-ano da escola em galerias de arte em Washington, e contrata artistas locais como convidados.
Acreditando que encorajar a expressão artística melhora a qualidade de vida e o bem-estar das comunidades urbanas, Chanel Compton vem se destacando como pintora de murais em áreas públicas nos Estados Unidos e no exterior. Projetos recentes incluem um mural de grandes dimensões (cerca de nove metros de altura) no bairro residencial de Capitol Hill, intitulado “Souza’s New Marching Band”, além de uma colaboração com a equipe de produção do programa de televisão Extreme Makeover, da American Broadcasting Company (ABC), que resultou num mural para a The Fishing School.
Chanel Compton possui um sólido comprometimento com a arte compreendida como veículo para promover a inclusão. Em 2009, recebeu um financiamento da DC Commission on the Arts and Humanities para desenvolver no Arch Training Center o projeto “Imagine and Create Workshop”, através do qual levou a arte-educação para trinta jovens que aguardavam julgamento criminal.
A jovem artista iniciou sua carreira como curadora assistente do The Studio Museum, no Harlem, Nova York (2004). Foi posteriormente convidada a dirigir o programa de verão do Centro de Meditação Budista Samadhi, na cidade de Tupadly, República Checa (2007). De volta aos EUA, foi coordenadora do programa de arte-educação da escola de ensino fundamental Abrakadoodle e curadora assistente da Transformer Gallery, ambas em Washington, DC (2007-08). Foi também curadora da exposição coletiva de jovens artistas “Critical Exposure Presents: Picture Equality” (2009), dirigiu projetos colaborativos em pintura de mural envolvendo grupos com entre vinte a trinta artistas, dentre os quais destacam-se “Breaking Wave: Outdoor Art Space” e “Murals to Zora”, ambos datados de 2009, e desenvolveu projetos especiais de curadoria para instituições como Critical Exposure e The Pink Line Project.
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